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Do arraial à vila: o caminho do desenvolvimento

"O Arraial de Formiga fica situado à beira de um pequeno curso de água que tem seu nome, num amplo vale rodeado de colinas cobertas de matas e de pastagens. As ruas do arraial são mal alinhadas, as casas afastadas umas das outras, quase todas pequenas e mal cuidadas. A Igreja é construída no fundo de uma praça bastante larga, num ponto mais elevado do que o resto do arraial. Seu teto é sem forro, seu interior é desprovido de ornamentos e quase nu e sua aparência geral condiz perfeitamente com a pobreza do lugar" (Saint-Hilaire).

Com a falta de planejamento o crescimento da cidade dava-se de forma caótica. De acordo com José Francisco, o "centro urbano do arraial desenvolvia-se de forma desordenada e sem disciplina. As ruas eram como se fossem trilhos sem a menor estrutura".

Pela cidade passava um atalho da Picada de Goiás. Francisco o descreve da seguinte forma: "o caminho para São Paulo, à altura do Rio Pouso Alegre e Morro das Pedras, nos conduz pelos caminhos da atual rodovia que leva a Campo Belo, até a atual Rua dos Expedicionários e marca o início do povoado, a Rua das Flores, onde se fez um pequeno cemitério (hoje Capela de Santo Antônio) logo após o rio Mata Cavalos. Margeando a encosta do morro, o início da parte habitada; o caminho seguia pela Rua das Flores, subindo a Rua do Triunfo até se alcançar o Largo da Matriz, Rua do Rosário, Largo do Rosário até o alto do morro, onde se construiu o cemitério (ainda hoje, o do Rosário)."

Neste período, a picada de Goiás passava por onde estão localizadas, atualmente, as comunidades de Cachoeira e Padre Trindade. Estes locais serviram de pouso para os tropeiros que viajavam pelo interior do país.

José Francisco acrescenta que Saint-Hilaire, 1819 descreveu as casas da cidade como sendo edificadas, normalmente, com pau-a-pique, uma mistura de barro e pedaços de madeira, e que alvenaria era artigo de luxo.

Ele também mostra o panorama do comércio na cidade que, naquela época, já se mostrava forte e lucrativo. Ainda na citação do naturalista francês é descrito o aumento do número de residências e que o arraial tinha pouco mais de mil habitantes.

Segundo Leopoldo Corrêa o distrito de Formiga foi criado por efeito do decreto de 14 de julho de 1832. José Francisco acrescenta que um ano depois os distritos circunvizinhos se reuniram e propuseram ao Presidente da Província e ao Conselho Provincial a remoção da Vila do Tamanduá para a da Formiga, após a sua criação.

De acordo com a Monografia Histórico-Descritiva do Município de Formiga, coordenado por Francisco Fernandes, em 1939, e o Álbum da Cidade de Formiga de 1929, a Vila de Formiga foi criada em 12 de maio de 1839.

O COMÉRCIO

De acordo com Álbum da Cidade de Formiga (1929), o primeiro comerciante do município foi João Caetano de Souza. Na obra conta que ele era tropeiro e aqui se instalou e construiu diversas casas. João também foi o primeiro presidente do arraial de Formiga em 1839.

Este fato foi desmentido por Leopoldo Corrêa que através de uma citação de Saint-Hilaire, que disse ter conhecido o primeiro morador em 1819 um ancião centenário.

 
Prefeitura Municipal de Formiga