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De acordo com o pesquisador e historiador José Francisco de Paula Sobrinho, nos séculos XVII e XIX um povoado poderia surgir de três formas. São elas: o arraial aurífero, formado em função da mineração, aquele relacionado a um pouso ou nascido em torno de uma capela.

Segundo o historiador, a formação urbana de Formiga está baseada na relação entre os que se dedicavam à extração do ouro, que se presumia existir por aqui na Picada de Goiás, e os agentes da Coroa Portuguesa.

Estes agentes administravam tanto a ocupação urbana, em seu aspecto físico, quanto a arrecadação, usos dos espaços, licenças para exercer atividade, dentre outras funções.

Após este primeiro contato, na segunda fase, é construído um rancho coberto por telhas e em alguns casos tendo à frente uma varanda de postes de madeiras e pilastras de tijolos. Paredes externas e compartimentos interiores com adobes de taipa ou barro e traçados de galhos também encontrados nestes ranchos. Estava criado um pouso de descanso para os tropeiros.

Para José Francisco de Paula, é possível visualizar o início da cidade: "o rio Formiga, com seu leito original na altura da atual Praça Getúlio Vargas, servindo aos animais e, a mesma praça, ‘o mero terreno para acampar’, chamado Largo do Ferro, onde os tropeiros se reuniam. Esta seria a fase embrionária de nossa terra".

Em um terceiro momento, surgiram as vendas ou o "progresso decidido", onde tudo era vendido. Neste período existia uma espécie de ritual, em que o freguês tirava o chapéu e o comerciante chamava-o para se sentar, quando começavam a negociação.

Na quarta fase, surgiam as estalagens ou hospedarias e, por último, o hotel que acompanha a composição do povoado juntamente com o aumento do número de casas e vendas.

Entretanto, a maneira mais comum de formação de um povoado é a construção da capela. Com ela surgia o arraial.

O início da povoação do lugar, onde hoje é a cidade de Formiga, deu-se através do pedido de ereção da Capela de São Vicente Férrer, concluída em 1765. Ano em que o historiador acredita ter sido o "marco inicial de nossa terra".

Tal pedido foi feito por João Gonçalves Chaves, proprietário do lugar, onde mais tarde se formaria o município. Ele foi o primeiro morador identificado da paragem já conhecida como “a Formiga", com carta de confirmação de concessão de sesmaria datada de 17 de junho de 1752. Há indícios de que São Vicente Férrer era o santo de devoção do sesmeiro.

A Igreja Matriz de São Vicente Férrer, uma obra do séc. XVIII, teve iniciada sua construção em 1749, quando ainda era a Primeira Capela do município de Formiga. Em 1765, é concluída a primeira fase de sua construção. Em 1873, foi feita uma ampliação, construindo o altar-mor, onde está localizada a imagem do padroeiro São Vicente Férrer.

Sua construção é de adobe, toras de aroeira e o alicerce em grandes blocos de pedra. O seu estilo arquitetônico sofreu influências dos períodos Barroco e Rococó. A sua construção foi na transição destes períodos.

As esculturas, entalhes e pinturas originais de seus altares foram trabalhos de Ângelo Pagnaco, artista veneziano, que foi auxiliado por artistas e artesãos do município.

Além da suntuosidade de seus altares, a Igreja possui um órgão de tubos, de origem alemã, que é o orgulho dos formiguenses, e que a torna um conjunto artístico de altíssimo valor.

Várias reformas foram feitas e alguns elementos foram substituídos, descaracterizando o seu estilo original como: a pintura, torre, piso, janelas, mesa da comunhão, pintura do teto, etc.

Como Patrimônio histórico, artístico e cultural, a Matriz de São Vicente Férrer é sem dúvida o marco principal de uma fase áurea do nosso município, onde ficou expresso o espírito de altruísmo e religiosidade de nossos antepassados.

 
Prefeitura Municipal de Formiga