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13/02/2017 18h00

Sexta em Seresta é um sucesso

Praça Ferreira Pires ficou lotada com pessoas acompanhando a apresentação dos Seresteiros de Arcos

Sexta em Seresta é um sucesso

“Seresta combina com lua cheia, com pracinha, com coreto, com boa música, com os enamorados e com romantismo. E foi o que vimos sexta-feira, 10 de fevereiro, no “jardim velho”, a atual Praça Ferreira Pires. Superou as expectativas. Os Seresteiros de Arcos abrilhantaram nossa noite, tocando e cantando músicas românticas. O povo não resistiu, seu Américo Faria, da Casa Américo, puxou a dança, aí todos os pares passaram a dançar. Há quanto tempo não se via o povo dançando na praça?

A cada música cantada, só se ouvia salva de palmas. Noite alegre, feliz, foi assim o Projeto Cultural “Sexta em seresta”.

As serestas são cantorias populares, típicas, tradicionais e cantadas pelo Brasil afora. A Seresta nada mais é do que um ato de cantar modinhas sentimentais e românticas normalmente em grupo. Os seresteiros, sob a luz do luar, passam madrugada adentro pelas ruas, parando debaixo da janela ou de uma sacada, da casa da namorada, despertando-a com o ponteado de um violão, o assovio de uma flauta e o repique de um pandeiro, cantando cantigas para comover sua amada.

A origem das serestas vem da Península Ibérica (Espanha e Portugal), onde as cantigas líricas eram cantadas pelo corpo de música do palácio, para acordar as damas da corte logo que adormeciam. Aos poucos, extravasaram os muros palacianos e foram se mesclando com as manifestações folclóricas e foi se popularizando.

No Brasil, surgiu com a chegada da família real, que nos trouxe diferentes estilos musicais, inclusive a modinha. Incialmente, os grandes instrumentistas tocavam nas igrejas e nos grandes bailes do império, que acabaram se unindo à música profana nos salões populares. De lá, foi um pulo para chegar às ruas, que se juntaram aos trovadores, que cantavam percorrendo as estreitas ruas das cidades como se fosse numa procissão.

Em Minas Gerais, devido à presença dos portugueses, as serestas enraizaram nas cidades dos círculos do ouro e dos diamantes. Ela se tornou ainda mais popular devido a influencia do ex-presidente Juscelino Kubitschek, um cantador e amante das serestas. Em Diamantina, ela se incorporou à rotina dos moradores, por causa do filho ilustre que chegou à presidência, passando a ser uma herança familiar.

Em Formiga, nunca foi diferente, muitos grupos de serenatas, da mesma forma, saíam pelas ruas, sob a claridade dos luares e ou da pouca luminosidade da iluminação pública, cantando ao som de um violão, um cavaquinho e um pandeiro. Não temos aqui residências com sacadas, mas os seresteiros cantavam nas janelas ou nos portões das casas das amadas e ainda homenageavam pessoas queridas.

Grandes seresteiros já se foram, ressaltamos aqui a memória de: Ricardo Torres, Revaltino, Zé do Vico, Tãozinho, Bolívar, Dalmir e Ildeu Santiago (falecido recentemente) e as vozes afinadas de Iolanda Ramos, Nininha, Lourdes Basílio, Maria Porto e tanto outros. Com suas cantigas arrebanhavam muitas pessoas e pelas ruas de nossa cidade, nas noites enluaradas, eles iam quebrando a monotonia das ruas, cantando as mais bonitas modinhas.

A seresta formiguense, como a de outras cidades, ainda sobrevivem a este mundo da tecnologia, da vida urbana agitada, trazendo-nos o gostinho do romantismo e da nostalgia.”

Assim, o secretário municipal de Cultura, Aluísio Veloso, descreveu a noite da sexta-feira, 10 de fevereiro. Noite muito especial para os amantes de música em Formiga, que puderam acompanhar a bela apresentação dos Seresteiros de Arcos.

O prefeito Eugênio Vilela prestigiou o evento e destacou como a iniciativa é importante para resgatar na memória dos mais antigos as tradições de Formiga. O chefe do Executivo ainda ressaltou que eventos desse tipo sempre serão apoiados pela Prefeitura.

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Prefeitura Municipal de Formiga